A Dedeh iria adorar!!!
by Adri
Lembrei muito da Dedeh ao ler esta notícia…
Para comemorar o Ano da França no Brasil, a Aliança Francesa realiza, em parceria com a FNAC, nove sessões de cinema francês até novembro, na Reserva Cultural, um domingo por mês.
Sempre às 11h, o ingresso custa R$ 5 e dá direito, além da sessão, ao café da manhã na Pain de France, a boulangerie da Reserva Cultural.
Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria da Reserva Cultural a partir da sexta-feira anterior à exibição, das 13h às 22h, ou no domingo, a partir das 9h30.
Antes das projeções haverá uma breve apresentação sobre o filme.
Sala de exibição: Sala 1 (190 lugares).
Avenida Paulista, 900. Térreo Baixo (entre as estações Trianon Masp e Brigadeiro do metrô)
Tel: (11) 3287-3529
Estacionamento conveniado:
Gazeta Multipark (no subsolo do cinema)
Rua São Carlos do Pinhal, 303
Convênio: R$ 10 válido por 3 horas, de segunda a sexta (com serviço de manobrista)
Sábado, domingo e feriados: R$ 10 para 6 horas
Informações: www.aliancafrancesa.com.br
3 comments 28, abril, 2009
Perseguição nos Cinemas
by Adri
Já que comecei a falar de cinema vou contar uma praga que perseguia a Dedeh em todos os filmes que íamos ver juntas.
Nós adorávamos ir em sessões vazias (em especial as sessões da meia noite no UCI do Jardim Sul) para podermos nos sentar bem no meio da sala: bem no centro da tela, bem no centro das caixas de som, fora das saídas do ar condicionado e longe das pessoas.
A Dedeh incluia nesta lista de exigências um outro quesito: a cadeira da frente dela deveria estar vazia. Porquê?
Porque ela amava colocar os pés sobre a cadeira da frente. Politicamente incorreto? Sim, mas ela amava!
Ela escolhia o lugar estratégico, sem ninguem na frente dela. Ficava aguardando ansiosamente as luzes se apagarem, os comerciais passarem, os traillers terminarem e aí, quando começava a primeira cena do filme, segura de que a cadeira estaria vazia, ela se reclinava na poltrona e punha os pés.
Invariavelmente, um ou dois minutos após isso, chegava alguém no cinema vazio e dentre todas as cadeiras disponíveis o sujeito decidia sentar na frente da Dedeh!
Ela ficava puta. Chegamos várias vezes a trocar de lugar para ela poder esticar os pezinhos confortavelmente. Mas mesmo assim, havia dias em que vinha outro sujeito e novamente tirava o prazer dela.
Que saudades da braveza dela…
Add comment 20, abril, 2009
Um é pouco, dois dá pro gasto, três é tudo de bom!
by Adri
Eu e a Dedeh também tivemos uma fase bem ativa de irmos ao cinema juntos. Só que não eram programas tranquilos como esses com a Angela com direito a jantarzinho agradável.
Nós iamos munidas de garrafas de água, comidinhas, docinhos e assistíamos no mínimo 2 filmes na sequência. Dia bom era aquele em que conseguíamos ver 3 filmes um atrás do outro.
E nem sempre era no mesmo cinema. Uma vez nos encontramos na Augusta, vimos um filme no Cine Sesc, subimos a pé correndo até o Unibanco e depois pegamos o metrô para ir no Gemini ver filme Francês velhão. Uma looocura.
A gente sai tonta mas amava!
Eu carregava o guia semanal da Folha, a Dedeh carregava a Vejinha SP e íamos riscando os filmes já vistos. Víamos uma média de 4 filmes por semana. Chegou ao ponto de ter dias de não termos filmes novos para ver! Já tinhamos visto todos os filmes cabeça da cidade, todos os filmes pops, todos os oscaráveis, tudo tudo tudo. Acabamos indo ver pela 2a vez um filme japonês num cinema chinfrim perto do Sesc Pompéia só para podermos ver um filminho juntas!
Bons tempos…
Add comment 20, abril, 2009
Dedeh e Cinema…
by Angela
Como algum de vocês deve saber, eu (Angela) o Sandro e a Dedeh íamos ao cinema todas as quintas-feiras, ou pelo menos, tentávamos ir todas as quintas-feiras…
Era um encontro semanal, e fazíamos questão de honrá-lo entre nós, já que era sempre INCRÍVEL e nos fazia tanto bem!
Muitas vezes, íamos apenas tomar um café, um lanche, uma pizza….
E conversávamos sobre a vida, sobre principalmente as coisas boas da vida!
Sinto muitas saudades desses nossos encontros, nossos momentos…
Depois que a Dedeh “partiu”, nunca mais fomos ao cinema.
Só de pensar em ir, sem nossa terceira “mosqueteira” já me dava um frio na barriga, um vazio, uma tristeza….
Até que semana passada, decidi enfrentar minha fraqueza de frente e fomos ao cine!
Cheguei com um aperto enorme no peito, um nó na garganta etc
Mas fui forte e continuei…
Dentro da sala, antes do filme começar, fui me acalmando e de repente senti uma sensação “estranha” e indescritível…
Tenho certeza de que ela estava lá…ao meu lado….como nos “velhos” tempos….com sua inseparável pashmina lilás!!!
E ficou lá, ao meu lado até o filme acabar…
Senti uma paz imensa dentro de mim…
Para aqueles que acreditam, ela, como sempre, estava com uma energia iluminada linda e poderosa!
Muitas Saudades….
1 comment 20, abril, 2009
Almoço dos Primos
by Renata
A idéia do almoço dos primos surgiu com a Dedeh, ela sempre mandava e mails para todos os primos se poderiam se reunir para o almoço dos primos. Aí sempre todos os primos falavam do lugares de onde iríamos, como por exemplo: shopping, cinemas, etc.
Teve um dia do almoço dos primos, que foi no apartamento da Dedeh. Foi muito legal esse dia, não esqueço nunca. Vejam um mail dizendo do almoço dos primos.
De: Deborah Gibrin (deborah.gibrin@gmail.com)
Enviada: sexta-feira, 16 de março de 2007 18:02:54
vamos fazer amanhã (SABADO 17/3) o almoço dos primos na minha casa???? mas tem que ir todos!!!!!!!! Se não vamos marcar outro dia!
Paula e Tetes, podemos sequestrar os pimpolhos??? Até as 18hrs devolvemos, prometido!!!!!!!
Tenho que aproveitar essa pausa entre pós-operatório e quimio, que deposi não sei quando vou poder!
Aguardo respostas
muitos beijos
Dedeh
1 comment 20, abril, 2009
Nunca podemos desistir…
by Adri
Já que a Vivi lembrou tantos e-mails da Dedeh, fui ver o que eu ainda tinha guardado no meu gmail.
Topei com uma mensagem coletiva dela de 20/06/2008.
Era um email triste sobre o fato de os médicos não terem mais alternativa alopáticas para tratá-la, sobre ela viajar para Abadiania para alguns tratamentos espirituais, sobre pedir para que nós não a cobrassemos, apenas a apoiassemos, sobre decisões…
Não reproduzo o texto na íntegra aqui pois não faria bem a ninguém. O que importa é o final…
Add comment 9, março, 2009
Sunscreen
by Viviane Deeke
Mais um email da Dedeh. Enviado em 3/mai/2008.
Queridos,
Esse vídeo é a coisa mais batida, mas eu fico tão feliz cada vez que eu assisto que da vontade de sair dançando.
Então resolvi mandar para vcs dançarem comigo!!!
beijokas
Dedeh
1 comment 9, março, 2009
Mais um email da Dedeh
by Viviane Deeke
Este foi enviado por ela em 02/mar/2008.
Queridos Pai e Mãe, tia Beth, Vovó, Rê, Ana, Dri e Apê, Evelin e Daniel, Ma e Marilda, Cris, Clá, Me, Nega, Xuxu e Xuxu, Vivi e tia Nilda.
Voltei hoje (6a a noite) para casa, e me sinto uma criança feliz, de poder voltar para meu quarto, para os meus cheiros e para mim mesma.
Eu sinto que DEUS me faz a cada dia que passa mais forte, pois essa força de seguir em frente só aumenta a cada etapa.
Mas eu sei também que grande parte dessa força vem das pessoas queridas como vcs, que me deram um tempo seja ele pouco ou grande, um mimo, papos que me ajudaram a nem lembrar onde eu estava, e risos que dissolvem qualquer dor!!!!!
Então esse email é só para agradece-los por essas pequenas coisas que fazem toda a diferença na minha vida!!!!!!
Muitos beijos e muita luz para vocês!
Dedeh
Xuxus, todas as bexigas que vcs me deram foram para o andar da Pediatria, além de mim, teremos várias crianças felizes!!!!!!!!
Add comment 9, março, 2009
Nação Fast Food
by Viviane Deeke
Encontrei esse e-mail da Dedé. Incrível! De 9/fev/2008.
Amigos,
eu assisti um filme ontem que chama NAÇÃO FAST FOOD, e eu adorei esse filme.
Na verdade ele me fez sentir aquela coisa no peito de que podemos mudar o mundo, sabe aquele sentimento de quando temos 18 anos e queremos ir até o Planalto de cara pintada, ou qualquer outra coisa do tipo. Mas ai me vi com 31 anos (uma adulta) que deveria estar cuidando da carreira, dos filhos e das rugas que vão chegar, e pensei que estou louca né! Já passei da idade!
Mas depois eu descobri que SIM sempre podemos fazer algo pelo mundo, nem que seja mandar um email para a lista de emails e expor idéias. Então estou fazendo isso.
Esse filme trata de vários assuntos polêmicos;os imigrantes mexicanos, a cocaína, a industria do alimento, ONGs, postura de vida, a matança de animais, mas o principal é a contaminação da carne de boi, com coliformes fecais, que os Americanos estão ingerindo. E tem uma cena fantástica com o Bruce Wills falando que sempre comemos merda, é só aquecer melhor a chapa a hora de fritar o hambúrguer que não mata ninguém…. argh, obvio que não com essas palavras.
Mas enfim, primeiro me questionei a qualidade do que comemos aqui no Brasil, a principio eu sou uma pessoa ingênua que acredita que o Mc e a Sadia são “limpinhos”, mas ai eu penso nos “hot pockets” da vida, e acho que é melhor evita-los (sim eu já comi várias vezes na vida). Mas quem sabe algum engenheiro de alimento ou ativista ecológico saiba me esclarecer isso tudo.
O filme mostra uma realidade dura de matança dos animais, mas sabe que o que mais me deixou chocada e arrasada foi ver como os Bois são criados, sem espaço, sem grama, comendo ração modificada e dormindo no esterco. Essas imagens foram realmente duras, eu só tinha visto vaquinhas no pasto até hoje. E isso realmente me faz pensar em que carne vou consumir (ainda sou fã de uma picanha, por isso não quero virar vegetariana), acho que vale a pena mudar para os orgânicos, ou comer os boizinhos dos pastos!
Outra coisa que decidi fazer, é voltar a contribuir financeiramente com o Greenpeace, pois esses caras são sérios, e como já sou uma adulta responsável, nada melhor que pagar para alguém fazer as coisas por mim!
)
Segue o link do site:
www.nacaofastfood.com.br
Espero que vcs gostem.
Abraços,
Deborah Gibrin
Add comment 9, março, 2009
Relato de um Sonho
by Viviane Deeke, sonho 18/fev/2009
Essa noite sonhei com ela. Um sonho confuso, mas repleto de detalhes.
Sonhei que minha mãe, falava ao fone com a Tia Beth e a Deborah queria falar comigo. Peguei o fone e como sempre ficamos horas conversando.
Ela me perguntava fatos sobre a infância. Falava sobre um barco de madeira ( que eu não me recordo) no qual ela brincava quando era pequena.
Lembrava de quando éramos pequenas e ela fazia vestidos para nossas Barbies. Enrolava tecidos pelo corpo das barbies, inventava modelos…
No sonho ela recordava essa brincadeiras e disse para que eu fosse à casa dela pra levar as Barbies da minha filha, que ela tinha feito 4 vestidos.
Fui a casa da Tia Beth e a Dé estava serena, calma, tranqüila, sentada no sofá e me pediu para que eu a levasse para um lugar bonito, mas tinha que ser um local que ela não conhecesse ainda.
Então, levei-a a um parque, perto da minha casa, onde gosto de caminhar aos domingos, que é repleto de arvores e sinto uma paz incrível.
Caminhamos um pouco, ela parecia flutuar. Falava pouco e observava tudo.
Eu falava feito uma matraca, querendo saber como ela estava. Ela sorria e eu percebia que ela não podia me contar certas coisas. Ás vezes, respondia com um sorriso, ou apenas acenava sim ou não com a cabeça. Eu questionava como ela estaria aqui entre nós.
As pessoas me olhavam esquisitas. Ai a Dé falou baixinho ao meu ouvido.
- Vi, só vc e algumas pessoas conseguem me ver. Então, essas pessoas estão achando que vc está falando sozinha ou é maluca, e caiu na gargalhada. Eu prometi disfarçar.
De repente ela pediu para que fossemos tomar um café , que estava com vontade de sentir o cheirinho do café. Atravessamos a rua e fomos para um café que ficava do outro lado da rua, quando de repente um cachorro muito bravo tentou nos atacar. Eu instintivamente me coloquei na frente dela para protegê-la, mas ela segurou meu braço e chamou o cachorro para perto dela, que começou a abanar o rabo e lamber nossas mãos. Ela dizia: ele pode me ver, não precisa ter medo.
Continuamos caminhando e chegamos ao café. Sentamos e eu pedi mais uma cadeira, o garçom colocou minha bolsa e deixou-a em pé. Então percebi que ele não estava vendo-a. Ela pediu um capuccino , sentou-se e se deliciou com a bebida.
Eu tinha a impressão que ela queria me ajudar de alguma forma. E no final do sonho, eu queria acordar . No sonho eu pensava, preciso ligar pra Tia Beth e contar esse sonho….
Enfim, parecia real e ela estava muito bem. Foi um presente incrível ter sonhado com ela. Nesse dia tinha ido dormir muito preocupada e amanheci mais tranqüila.
Obs: uma fotinho que eu guardo com carinho. A Dé no colo da Vó Alice e eu no Colo da Vó Amélia.

1 comment 9, março, 2009